Nosso Fundador
Depoimento da Ir. Maria Clara Sacquegno
A Mons. Raffaello delle Nocche, que soube acolher, compreender os sonhos da minha juventude e ajudar-me a colocá-los em prática. A 50 anos da sua morte ocorrida no dia 25-XI-1960 Encontrá-lo em Tricárico no entardecer do dia 12 de julho de 1952 foi para mim uma especial benção de Deus e desta graça tive a sorte de gozar ao longo de oito anos. A minha primeira etapa de formação para a vida religiosa transcorreu no convento de Santa Clara em Tricárico, até agosto de 1953, tempo durante o qual o fundador teve muitas vezes a possibilidade de transmitir, gota a gota, um pouco da sua grande experiência e espiritualidade a quem desprovida Ele recebia como sua nova filha, dando-me toda a atenção como se eu fosse a única pessoa que ele atendia. Eu todas as vezes que ia ter com ele chegava feliz e ele em breve conseguia transmitir-me em simplicidade a fé e a piedade, a ternura e a fortaleza, a sabedoria e a humildade que aos poucos iam orientando a minha resposta à vocação eucarística; Ele nisto era grande mestre, porque a sua alma vivia habitualmente alimentada pela Fonte maior do Amor = a Eucaristia. Procurou por isso ensinar-me e desejou muito que eu aprendesse a beleza, a profundidade e a essencialidade deste sublime carisma, e isso Ele sempre transmitiu a todas nós Discípulas de Jesus Eucarístico. Amante de Cristo, ele nos mostrou com a vida e as breves conversas e pregações como amar, adorar e servir. O espírito constante de adorador permeou toda a sua vida e, sobretudo ele soube descobrir as virtudes que a Eucaristia revelava ao seu espírito sequioso de imitação. Longas permanências no silencio eloqüente da capela transfiguravam os seus dias, o seu ser que, impregnado de luz sobrenatural, iluminava o caminho de adultos e crianças, ricos e pobres, cultos e ignorantes. Assim Ele se fazia ostensório, como desejava que fossem as Discípulas levando em si e mostrando ao mundo, distraído por tantas atrações pecaminosas ou fúteis, a Presença de Deus – ativa, eficaz, salvadora: Luz que ilumina qualquer horizonte e salva qualquer ovelha, por quanto negra possa ser, perdida e deprimida. A humildade e a fidelidade constantes a este propósito fez dele um mestre, não somente para nós, e nos deixou o exemplo a ser imitado com a mesma fidelidade. Tudo isto é um pouco de tudo aquilo que eu aprendi dele e com ele; depois do noviciado e da profissão religiosa voltei a Tricárico acabar o curso e me formar e foram mais três anos de proximidade à residência dele, três anos de escola de santidade e de exemplos, vivos até hoje na minha já nebulosa memória, frases quase esculpidas na mente e na consciência que na hora propícia voltam à tona com toda a antiga e sempre nova força de carga espiritual e também carinhosa e paterna que tencionavam transmitir. No 1957 a distancia nos separou, mas no período das férias de verão, quase três meses, Tricárico era o nosso destino e aí era possível reativar os proveitosos encontros com Ele. Mas isso durou somente até o 1960 quando a doença chegou e feriu o seu físico, já cansado, mortalmente. Foi mais um tempo de inesquecíveis lições; a sua cama se tornou cátedra da qual nos ensinou como se preparar para o chamado de Deus, pegar na mão do Senhor e dirigir-se em humildade ao lugar que Ele preparou, invocando misericórdia; e engrandecendo por tudo, passado e futuro também a Santa Mãe, Maria Ssma., confiante na sua materna presença naquela hora suprema: Ele atravessou o limiar da vida balbuciando o “Magnificat” enquanto o sol colocava atrás da serra marcando o fim do dia 25 de novembro de 1960 e fim da jornada terrena de Mons. Delle Nocche. Para participar ao funeral e ao enterro em Tricárico com algumas outras irmãs da comunidade de Roma, por um grande privilégio de deus, eu fui escolhida, sem méritos mas por circunstancias particulares, não é da minha grandíssima emoção que vou falar, das minhas lágrimas abundantes, mas do espetáculo inesperado que me confirmou o conceito da santidade do meu muito amado Padre Fundador: fazia muito frio naquela noite outonal mas a passagem silenciosa em volta do caixão, caravana que desfilou ininterrupta a noite inteira de pessoas vindas de lugares próximos e distantes, pessoas da sociedade e pobres da roça ou do interior, jovens e velhos, bem ou mal agasalhados, que vieram a dar testemunho mudo, banhado de lágrimas, demonstrou que Mons. Delle Nocche foi para todos Pastor, Mestre, Pai, Amigo e muito mais e que soube partilhar com todos as riquezas espirituais hauridas ao longo da sua vida da Fonte Eucarística; vieram para se despedir daquele que os compreendeu, ajudou, amou e que nunca desiludiu as esperanças. Ele, um dia, me disse: “minha filha, nunca decepcione as minhas esperanças”, não sei se eu consegui, mas eu também depois de mais de 50 anos quis hoje testemunhar a santidade dele que foi pessoa tão especial para mim e para muitos, a manifestar a saudade imensa daquele que com amor quase materno abriu o caminho da minha vida de Discípula de Jesus Eucarístico: Monsenhor Raffaello Delle Nocche – Bispo de Tricárico. Do Céu Ele continue assistindo e abençoando a nossa Congregação e finalmente manifeste neste ano, 50º aniversário da sua morte a Ele dedicado, toda a Santidade da sua vida que sempre escondeu com profunda humildade; para a glória de Deus e para que o mundo veja como também nos nossos tempos o Amor verdadeiro edifica os santos. Ir. Maria Clara Sacquegn Discípula de Jesus Eucarístico
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