Neste contexto, insere-se a Adoração Perpétua como expressão viva da espiritualidade da Discípulas que, dia e noite, organizadas em turnos entre as diversas casas da Congregação, revezam-se na contemplação do Mistério Eucarístico, adorando, reparando e intercedendo por toda a humanidade. Suas comunidades constituem-se como pequenos cenáculos presentes nas realidades concretas onde estão inseridas. Assim, em qualquer momento do dia ou da noite, diante da eucaristia existe continuamente uma Discípula, como lâmpada acesa, vigilante, sinalizando e contemplando a dignidade e a grandeza da Presença Eucarística, levando toda a realidade humana consigo, depositando-a no coração do Pai por Jesus, no Espírito.
A oração centrada na Eucaristia sempre foi e é o sustento vital da Congregação, luz e força de atração.
A principal expressão da oração eucarística das Discípulas encontra-se na Adoração Eucarística , vivenciada como “ prolongamento da Missa, oferta da vida com Cristo, ao Pai, no Espírito ”. A adoração, desde as origens, foi sempre o modo privilegiado de contemplação do Mistério Eucarístico; contemplação esta que leva a formar e a transformar a própria vida em existência eucarística. Neste sentido, a adoração vivenciada em estreita relação com a celebração eucarística, mais precisamente como seu prolongamento, forma, progressivamente, ao Discipulado Eucarístico, conformando a vida ao jeito de ser do Mestre.
Eucarístico - Mariana
A espiritualidade da Discípula é bebida na eucaristia e alimentada pela Palavra de Deus. É sustentada por estas três máximas evangélicas: * Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; * Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e me siga; * Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.
Espiritualidade
O episódio das Bodas de Caná era particularmente significativo para Dom Raffaello: “ Vós, minhas filhas, deveis ser devotas de Nossa Senhora, do contrário, não podereis ser Discípulas. Também a vós, ela aconselha: ' Fazei tudo o que Ele vos disser '”. Maria nos aponta para o seu Filho, dirige o nosso olhar para as suas atitudes, convidando-nos a nos configurarmos com ele no cotidiano caminho do seguimento. Maria, na sua caminhada cotidiana, fez a passagem da sua condição de mãe à condição de discípula do próprio filho. Porque ela própria percorreu o caminho, tem competência e autoridade para apontá-lo a nós. Mais. Maria é verdadeira adoradora , mas é também significativamente reparadora . Ela, aos pés da cruz, une-se ao Filho na sua oferta redentora. Permanece de pé, oferecendo também ela a sua oferta generosa ao Pai, com o Filho, sustentada pelo mesmo Espírito que sustentava e confirmava a oferta de Jesus. Por este motivo, Dom Raffaello confiou a Congregação das Discípulas de Jesus Eucarístico à proteção de de Nossa Senhora, sob o título de Mãe das Dores. Aos pés da cruz, Maria é consagrada mãe da nova humanidade; é aqui também que ela realiza o seu serviço sacerdotal, ao qual todo batizado é chamado, oferecendo como dom de amor a própria vida para a salvação do mundo. À escola de Jesus Mestre e de Maria, a Discípula forma-se ao Discipulado Eucarístico, no exercício cotidiano do tornar-se pão de vida para a humanidade, através das lições concretas que aí recebe.
Na vida de Dom Raffaello Delle Nocche, a Eucaristia e Nossa Senhora se fundiam e se espelhavam. Estes são os dois pilares sobre os quais ele construiu a espiritualidade da Congregação. A sua espiritualidade foi fundamentalmente eucarística, mas inseparavelmente “mariana”. De fato, em suas cartas e em seus discursos, este são os temas mais frequentes que constituíam o fio condutor da sua reflexão. Com toda razão foi definido “ O homem de Nossa Senhora ”. Era um enamorado de Nossa Senhora. Não se encontra um escrito sem uma referência à “ Madonna Santa ” , como ele amava chamá-la. Ele era profundamente convicto de que a Jesus se vai por meio de Maria. “O amor e o culto das Discípulas pela Eucaristia unem-se sempre à mais terna, filial e confiante devoção a Nossa Senhora, a primeira Discípula de Jesus, a mais perfeita adoradora e reparadora, que elas veneram particularmente como Nossa Senhora das Dores”. (das Constituições) Maria, a primeira e mais fiel Discípula, constitui modelo para aquelas que desejam se tornar Discípulas do Mestre Eucarístico. Ela, em sua atitude de escuta silenciosa, humildade acolhedora e ativa da Palavra de Deus na própria vida, nos oferece indicações concretas e acessíveis sobre como nos colocar no caminho do seguimento de Jesus Mestre.
“As Discípulas, enxertadas em Cristo pela graça batismal e incorporadas de maneira especial no mistério eucarístico por vocação, são chamadas a ser, junto com o seu Mestre, as verdadeiras adoradoras do Pai. Elas vivem a sua oração de adoração e de propiciação unindo-se à adoração perene do Cristo Eucarístico, oferecida pela Igreja ao Pai na comunhão do Espírito Santo através do culto divino”. (das Constituições) “A finalidade e a essência da Congregação é: * a adoração perpétua de Jesus vivente na Eucaristia, * a reparação das ofensas feitas a ele no Sacramento do seu Amor, * a oração assídua ao Pai para que envie operários à sua messe”. (das Constituições)
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